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Por Raphael Rocha
A Câmara de Mauá adiou por três sessões a votação das contas do ex-prefeito e atual deputado estadual Atila Jacomussi (SD). Com a decisão, a análise do parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado) volta à pauta somente em dezembro.
A sessão da tarde desta terça-feira (14) foi recheada de expectativa e tensão. Pai de Atila, o vereador Admir Jacomussi (Patriota) tentou, a todo custo, brecar a votação alegando que o filho não teve direito à ampla defesa. Ele chegou a pedir adiamento por dez sessões, mas a casa entrou em consenso para adiar por três.
Os vereadores analisam as contas de 2019, penúltimo ano de gestão de Atila na Prefeitura. O TCE emitiu parecer negativo à contabilidade, argumentando que Atila elevou o déficit orçamentário e descumpriu os índices de pagamento com precatórios.
Para reverter a punição da Corte, Atila precisaria ter dois terços dos votos - o Diário mostrou no domingo que os vereadores Zé Carlos Nova Era (PL) e Sargento Simões (PL) estariam liderando a frente para absolvição de Atila - Simões negou essa informação.
O Diário apurou que a base de sustentação do prefeito Marcelo Oliveira (PT), pelo menos em sua maioria, estava disposta a seguir a recomendação do TCE e rejeitar as contas de Atila. Porém, sob olhares dos secretários de Governo, Leandro Dias, e de Assuntos Jurídicos, Matheus Sant’Anna, acataram sugestão de adiar a votação para não correr risco de invalidar a apreciação judicialmente por não ofertar ao ex-prefeito o amplo acesso à defesa de Atila.
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