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por Paula Cabrera
O ex-prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, teve suas contas rejeitadas pela Câmara de Mauá, que confirmou a decisão do TCE (Tribunal de Contas do Estado) condenando as contas de 2019 de sua gestão na Prefeitura. Esse foi o ano que Atila voltou a ser preso e foi impechtmado pelo Legislativo. Essa foi a terceira conta de Atila como prefeito rejeitada tanto pelo tribunal quanto pelo Legislativo mauaense. Com a decisão, o ex-prefeito pode ficar de fora das eleições de 2024, já que segundo o tribunal a administração não investiu o mínimo previsto na educação, não cumpriu pagamentos de precatórios e aumentou as dividas de curto e longo prazo.
Todos esses itens são considerados pelo tribunal como “vícios insanáveis com dolo”, ou seja, Atila foi avisado e teria mantido a trajetória errônea que provocou todos os problemas. Pela lei eleitoral, isso configuraria motivos para causar sua ilegibilidade, ou seja, Atila pode não conseguir seu registro de candidatura.
Pai de Atila, o vereador Admir Jacomussi (Patriota) tentou, a todo custo, brecar a votação alegando que o filho não teve direito à ampla defesa. Ele chegou a pedir adiamento por dez sessões, mas a casa negou o pedido por 14 votos. Depois, solicitou ainda vistas do processo, mas teve o pedido negado novamente por 13 votos a oito.
O TCE emitiu parecer negativo à contabilidade, argumentando que Atila elevou o déficit orçamentário e descumpriu os índices de pagamento com precatórios. Segundo o conselheiro Antônio Roque Citadini, responsável pelo parecer do TCE, “o município também não possui liquidez para honrar compromissos de curto prazo, sendo que sua disponibilidade financeira era de apenas R$ 0,39 para cada real devido”.
Foram 14 votos para confirmar o parecer do tribunal. Votaram contrários à decisão judicial, e a favor de Atila nove vereadores: Admir Jacomussi, Alessandro Martins, Mazinho, Jotão, Zé Carlos Nova Era, Renan Pessoa, Pastor Valdeci, Wiverson e NeyCar.
Com a decisão desta terça-feira, Atila pode ser enquadrado pela Lei da Ficha Limpa por condenação por órgão colegiado e ficar de fora das urnas no ano que vem. Pai de Atila, Jacó questionou a decisão ao afirmar que a comissão de Finanças votou contrária ao parecer do tribunal. Compõe a comissão os vereador Juninho Getúlio, Wellington da Saúde e Alessandro Martins. Apenas Juninho, líder do governo, votou para acompanhar o parecer.
A Fala Mauá tentou contatos com atual deputado Átila Jacomussi por mensagens e ligações e até o fechamento desta matéria, o mesmo não foi encontrado.
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