Adversários na disputa pela Prefeitura de Mauá se enfrentaram nesta sexta-feira em um debate organizado pelo ‘g1’, marcado por trocas de acusações sobre as gestões atual e anterior da cidade.

Marcelo Oliveira (PT), atual prefeito de Mauá e candidato à reeleição, e Átila Jacomussi (União Brasil), deputado estadual e ex-prefeito da cidade (2017-2020), protagonizaram um debate acalorado nesta sexta-feira (30), promovido pelo g1. O evento foi repleto de acusações mútuas, com os candidatos se referindo um ao outro com termos como “Pinóquio de Mauá” e “prefeito home office”. A troca de farpas incluiu até mesmo um direito de resposta, concedido após uma insinuação sobre pedofilia.

Átila, réu na Operação Prato Feito da Polícia Federal, que investiga desvios de verbas da merenda escolar, foi questionado por Marcelo Oliveira sobre o investimento mínimo obrigatório em Educação. Em resposta, Átila acusou Marcelo de estar sob investigação por superfaturamento nos preços de itens fornecidos para a merenda escolar, uma denúncia apresentada pelo vereador Sargento Simões (PL), também candidato à prefeitura e presente no debate. Marcelo rebateu a acusação, chamando Átila de “Pinóquio de Mauá”.

Leia Também:

Sargento Simões insinuou que ambos, Átila e Marcelo, enfrentaram problemas em suas gestões. "Parece que há algo enterrado em Mauá, pois todos os governos desde 2000 têm enfrentado grandes desvios", afirmou. Zé Lourencini (PSDB) concordou, destacando "uma grande tragédia na cidade".

Átila continuou seus ataques, afirmando que "Mauá precisa de um prefeito presente" e criticando a administração de Marcelo como sendo em "modalidade home office".

PEDOFILIA

Durante a discussão sobre Segurança Pública, os candidatos abordaram uma denúncia de pedofilia relacionada ao ex-presidente da Câmara de Mauá, Geovane Correa (PT), investigado por suposto crime sexual contra uma adolescente, mas que foi arquivado por falta de provas. Átila associou o caso a Marcelo, alegando que Geovane era chefe de gabinete do prefeito e que este "passou pano" para a situação.

Marcelo Oliveira pediu e recebeu direito de resposta, afirmando que Geovane nunca foi seu assessor e que foi absolvido pelo Ministério Público. Marcelo criticou Átila por falta de respeito e mencionou a situação difícil enfrentada por sua família, pedindo mais empatia por parte do adversário. O pedido de direito de resposta de Átila foi negado pela direção do debate, que considerou a declaração do prefeito uma crítica administrativa.

FONTE/CRÉDITOS: Fala Mauá