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Foi a terceira greve de metroviários no ano e a segunda contra privatizações envolvendo outros sindicatos; Também ocorreu uma paralisação surpresa no feriado de 12 de outubro de 2023
ADAMO BAZANI
Termina às 23h59 desta terça-feira, 28 de novembro de 2023, a greve de servidores públicos do Metrô, da CPTM (trens metropolitanos) e de outras áreas contra os estudos de privatizações pelo Governo do Estado.
Com isso, todas as linhas do transporte sobre trilhos voltam às operações integrais nesta quarta-feira (29).
O rodízio municipal de veículos em São Paulo volta ao normal e não haverá ponto facultativo nesta quarta-feira (29).
O Governo disse que quem perdeu consultas médicas e exames nas unidades estaduais de saúde e agendamentos no Poupatempo, podem remarcar e terão preferência.
Também são normalizados nesta quarta-feira (29), os serviços de ônibus.
A SPTrans (capital paulista) e EMTU (Grande São Paulo), juntamente com as empresas operadoras, reforçaram as frotas de ônibus e prolongaram linhas de ônibus para permitirem conexões com estações abertas ou entre ônibus.
Nesta quarta-feira (29), os itinerários e as quantidades de ônibus retornam ao habitual.
Funcionaram normalmente nesta terça-feira (28), as linhas de trem e metrô que já foram concedidas à iniciativa privada.
As linhas de operação estatal tiveram atendimento parcial no Metrô e na CPTM, com exceção do monotrilho da linha 15-Prata, que ficou parado o dia todo.
A quantidade de estações sob responsabilidade do Estado em funcionamento foi maior nesta terça-feira, 28 de novembro de 2023, em comparação à primeira greve contra privatizações, que ocorreu em 03 de outubro de 2023.
TRÊS GREVES DE METROVIÁRIOS E UMA PARALISAÇÃO SURPRESA:
Quem depende de Metrô em São Paulo, somente neste ano de 2023 ficou quatro vezes sem os serviços nas linhas de operação estatal por causa de greves e paralisações.
Ocorreram greves nos dias 23 de março, 03 de outubro e 28 de novembro; além de uma paralisação surpresa em 12 de outubro de 2023.
No dia 23 de março de 2023, a greve foi pelo pagamento de abono salarial, reversão de demissões em 2019 e por novas contratações.
No dia 03 de outubro de 2023, a região metropolitana de São Paulo foi afetada por uma greve envolvendo servidores públicos do Metrô, da CPTM e da Sabesp.
No dia 12 de outubro de 2023, ocorreu uma paralisação surpresa em linhas de metrô e na linha de monotrilho, mas foi uma ação dos metroviários somente contra advertências a trabalhadores que se negaram a treinar colegas para operar os trens em dias que necessitem de contingência.
Ônibus da operação PAESE (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) chegaram a ser acionados.
Empresas de ônibus rodoviários remarcaram passagens de usuários de graça, já que era feriado prolongado e muita gente com viagem marcada não conseguiu chegar aos terminais Tietê (zona Norte), Barra Funda (zona Oeste) e Jabaquara (zona Sul).
Além de protesto contra as possíveis concessões e privatizações de serviços públicos, a paralisação vai ter como pauta a tentativa de reverter demissões no Metrô e “cortes na educação”.
Os metroviários chegaram a discutir a possiblidade para 31 de outubro de 2023 de uma greve contra as demissões em decorrência da paralisação-surpresa de 12 de outubro de 2023, mas preferiram fazer o protesto unificado com as outras categorias.
No dia 28 de novembro de 2023, juntamente com funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e outros servidores públicos de setores como saneamento (Sabesp), os metroviários voltaram a parar.
As linhas de operação estatal tiveram atendimento parcial no Metrô e na CPTM, com exceção do monotrilho da linha 15-Prata, que ficou parado o dia todo.
A quantidade de estações sob responsabilidade do Estado em funcionamento foi maior nesta terça-feira, 28 de novembro de 2023, em comparação à primeira greve contra privatizações, que ocorreu em 03 de outubro de 2023.
AS POSSIBILIDADES DE CONCESSÕES OU PRIVATIZAÇÕES:
Metrô:
O governador Tarcísio de Freitas tem afirmado publicamente que tem planos para conceder ao setor privado as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha do Metrô e o monotrilho da Linha 15-Prata. Com isso, a companhia mudaria seu foco, deixando a operação e passando a assumir o papel de estruturação do sistema e ainda a responsabilidade de elaborar projetos de expansões.
Sobre o monotrilho da linha 15-Prata, na verdade, a ligação já foi leiloada e teve como vencedor o Grupo CCR em 11 de março de 2019, mas por de decisões judiciais, a empresa ainda não pode assumir.
Em dezembro de 2022, uma outra decisão fez com que toda a batalha jurídica voltasse para a primeira instância.
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